Não gosto de proximidades.Não gosto mesmo.Não gosto de muitos contatos físicos, acho abusivo, sempre preciso de espaço, braços encostando no meu me agoniam sobretudo em mesas lotadas e dedos desconhecidos tocando os meus me deixam louca quando tô dentro do ônibus lotado.Faço cara de nojo, de susto, disfarço, mas não dá, já fui contaminada com meu tique.Já tô pensando que a pessoa tá planejando meu assassinato, ou que ela tentou me passar algum vírus letal.Nem vou comentar da vontade que eu sinto de virar pra trás e gritar com aqueles pré-adolescentes de fila de cinema, pleno domingo a tarde quando tudo que eu quero é escapar do tédio, se encostando em mim e detalhando a última festa de 15 anos que eles foram.
Contatos físicos diretos e sem nenhum prenúncio são coisas que me deixam fora de mim.Porque, tudo bem abraçar um amigo, ou um familiar quando encontro em algum lugar, mas pessoas me abraçando, ou me puxando e pior ainda me cutucando enquanto conversam comigo, é a morte.E essa nem é a minha pior mania.
Imagine você, estar dentro do ônibus com os pensamentos vagando sobre aquela música que você esqueceu de baixar outra vez e sentir alguma coisa encostando em você?Fico em pânico quando vejo um carderno velho encostando na minha cara, nunca sei se espero a pessoa andar mais um pouco e parar na frente de outra pessoa devidamente sentada ou peço para segurar como uma garota polida e com cara de boazinha que infelizmente eu sei que tenho.
E ainda tem a de falar sozinha, sorte que eu só faço isso quando tô realmente sozinha, quer dizer, até hoje eu só percebi nesses momentos, rir sozinha com coisas aleatórias, no entanto...é uma confusão só, porque as vezes, alguém tá me contando uma coisa sérissima e eu me lembro de quando meu gato se pendurou no retrovisor do carro e ficou balançando lá...e seilá, é uma imagem engraçada, não dá pra negar e eu deixo aparecer um sorriso de canto e a pessoa ou percebe que eu não tô nem ligando pro que ela tá falando ou me pergunta do que eu tô rindo e eu acabo mudando o foco do assunto, então...seilá, não é uma coisa boa.
E tem a de sempre começar a falar de uma coisa e quando eu percebo já tô falando de outra, porque, seilá, vou atropelando vários assuntos com explicações para que façam sentido e quando eu vejo, não contei nenhuma história por completo e o ouvinte se perde e acaba sem saber do que eu tava falando no ínicio.
Eu acho que eu conseguiria explicar todas essas minhas manias, se alguém me perguntasse, mas eu acho que, elas já ficaram tão a minha cara, que seria meu único ponto de distinção se alguém resolvesse por um acesso de mediocridade roubar minha personalidade e virar um novo eu, jamais conseguiriam se sentir como eu me sinto quanto essas coisas acontecem comigo, porque, por mais estranhas, inúteis e acessos de frescuras que essas coisas todas pareçam, ninguém pode tirar elas de mim, assim como a parte da minha personalidade que acha que sou desinteressante demais para possíveis clones. Mas né...é sempre bom prevenir...
5 Comentários:
Mas Anaus, são as tuas manias que te tornam interessante!
Eita mais a bichinha é cheia das doidices! hahahahaha Mas é aquele lance: "cada doido com suas loucuras", no fundo é o que torna cada pessoa única ^^
é aninha, são as tuas manias que te tornam interessante!
Tudo isso faz parte de sua personalidade, e ngm pode ser igual..
tbm n gosto de muitas pessoas, mas não posso me dar ao luxo de ter exigencias, primeiro tenho que ficar rica!
^^
sim, tem um batalhão aqui dentro, isso me deixa sempre confusa e contraditoria. haha
me identifiquei com seu texto!
obrigada pela visita (:
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